segunda-feira, 20 de outubro de 2008

Festival de Outono

Como você tem certeza de que está morando num tremendo interior?

Quando toda a cidade vai para a calçada da rua principal assistir desfille de caras de meia idade em seus carros conversíveis. Para disfarçar, eles aplicam uma coroa na cabeça de uma das quatro filhas e as colam em pé no banco do passageiro.

Pois este foi o desfile de abertura do Festival do Outono, um evento bem legal que se reproduz aos milhares em cidadezinhas dos Estados Unidos. Há comida típica e artesanato. Cá em Asheboro, claro, tivemos o nosso. Eu, como bom tabaréu de Feira, fui com Isa, Marisa e até Olívia, amiga da escola que veio dormir com a Pequena. Queria ter levado o gato, mas a Florzinha ficou com medo de perdê-lo em meio à multidão (de cem pessoas).

Tenho tentado, mas deixar o gato seguir a vida independente dele em outro lugar está difícil. O escroto insiste em usar a poltrona de leitura ou a cadeira do escritório. A poltrona tudo bem - elecochilava nela antes da minha chegada, mas a cadeira é super estilosa, da década de 70 e comprei por US$ 5 numa loja de usados. Se estou estudando, tenho de esperar horas para fazer xixi ou beber algo, se levanto, ele toma meu lugar. Não é tudo. Insiste o gato em mijar sob minha mesa no escritório, apesar de ter um banheiro só para ele. Mas ainda não é tudo. Quando ele está muito sentimental, faz cocô sob minha mesa. E reclama quando eu demoro a arrumar a cama, porque ele passa o dia dormindo entre o edredon e o colchão. Mas a cama não pode estar bagunçada não. O gato só dorme em cama estiradinha, tipo de hotel. Em resumo, há uma clara disputa de território entre machos. A diferença é que eu tenho de limpar o xixi que faço nos cantos.

De volta ao Festival. Foi uma mistura de tudo, carros antigos, policiais, escoteiros, trator, miss, carrinho de golf e até alguns candidatos a juiz e ao Senado desfilaram. Uma festa. Me senti no 7 de Setembro. Tenho de admitir que não perco o 7 de setembro. Já está no nível de obrigar a Marisa a ir. Aqui em Asheboro não teve bandeirnha do Brasil e os carros mais legais do Exército, comuns nos desfiles de Brasília e Salvador. Em Feira não há 7 de Setembro. Se os policiais vão todos para o mesmo lugar, os ladrões fazem a festa.

Beijos, saudades.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Olá, pessoas!

Apenas para dizer um oi rápido. Ainda estamos vivos cá em cima. Esta semana estou um pouco apertado com as leituras do mestrado e ainda fui atingindo em cheio por...

Não, não foi o tornado, e sim uma gripe com garganta inflamada. Tudo sob controle, mas dá preguiça até de ligar o computador.

Bom, para não passar em branco, semana passada fomos patinar. Muito divertido, conto os detalhes depois. Espero o o vídeo funcione, sou mestre em apanhar dessas coisas muito 'muuudernas'!!!!

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Cadeia alimentar



Como já disse, plantei uma árvore e tenho uma filha. Falta-me o livro. Na postagem de ontem um engracadinho deixou um comentário vaticinando que morrerei em Feira de Santana. Foi o estopim, hoje a morte não me sai da cabeça. Pior do que morrer em Feira de Santana é deixar uma das três obrigações em aberto. Assim, sou forçado a reconhecer minha incompetência linguística para digitar algo que preste e parto para a opção de mercado: manuais.

Decidi organizar um manual para cozinheiros de emergência. Não tem nome ainda, sugestões são bem-vindas, mas pensei em fazer algo como um dicionário para revelar as grandes verdades da cozinha que mães e esposas sempre nos esconderam. Vamos às primeiras entradas:

CHÃO Te garanto que nem tudo que cai no chão da cozinha precisa necessariamente ir para o lixo. Se houver gente com você, cate os alimentos frescos e in natura, lave e utilize. Caso seja comida pronta, peça ajuda para recolher e jogar fora. Se estiver sozinho na cozinha, tudo que for ao chão volta para a mesa.

CREME DE LEITE Ao contrário do leite condensado, só tem utilidade na cozinha mesmo, no entanto, exige maestria. Revelo que o creme de leite, por conter leite, sobe ao chegar ao ponto de ebulição (ah, Marilúcia...). Portanto, jamais deixe o molho da macarronada no fogo e vá ler o último lançamento da Francine Prose. Você terá a atenção despertada por um chiado chatíssimo de líquido quente derramado sobre o fugão.

RELÓGIO O tempo é o melhor aliado de um cozinheiro de emergência. Faça tudo para descobrir o horário da última refeição de quem você vai alimentar. A informação é crucial. De posse dela, só sirva o que preparou ao menos cinco horas depois. E nada de lanchinho entre as refeições.

MIOJO Esqueça o miojo, isso é coisa de estudante-que-mora-em-quartinho-alugado-nos-fundos. Lhe apresento algo inovador: macaroni and cheese! Mais fácil de fazer, mais rápido e não tem aquele pozinho chato. O gosto é o mesmo.

MOLHOS Tenha à mão todos os molhos prontos que sua mesada conseguir comprar. Em geral, eles encobrem com perfeição qualquer deslize.

CÃO SEM DONO Nunca faça cara de paisagem quando a comida ficar ruim. Você errou, assuma. Faça cara de desempregado-no-estrangeiro-que-lavou-passou-varreu-e-fez-comida-mas-errou-a-mão. Isso vai lhe garantir (a) Jantar no melhor restaurante da cidade (b) Declaração de amor incondicional (c) Sexo na cozinha (d) Todas as respostas anteriores.

FOGÃO Cuidado! Saiba que o fogão elétrico permanece quente depois de desligado. O melhor fogão é a gás, desde que você viva na Bolívia. Se optar pelo elétrico e morar em Brasília, adianto que ele não vai funcionar durante a chuva.

PASTA DE DENTE O armário sobre o fogão é o melhor local para guardar a pasta de dente, principalmente se o fogão for elétrico.

PASTA DE DENTE DE FRESCO Se sua mulher insiste em usar aquelas pastas com menta, hortelã ou qualquer outra coisa que dê, apenas na boca, sensação de frescor, guarde-a no banheiro.

ANIMAIS Quem cria animais domésticos, especialmente cães e gatos, jamais deve deixar qualquer alimento sobre a bancada da cozinha. A dica vale especialmente para salmão, se você tiver um lindo gatinho. Se flagrar o bichano lambendo salmão (pelamordedeus, não há qualquer conotação de zooerastia aqui) está obrigado a jogar o peixe fora, caso esteja acompanhado. Mas se estiver sozinho...

quarta-feira, 8 de outubro de 2008

Quem é o cantor?


Recebi hoje esta foto por e-mail. 'Chega de saudade'. É o título da mensagem. Acompanhando a imagem, o texto: 'olá. para vocês começarem a chorar de saudades'.

O sádico remetente, poeta de profissão, bancário por necessidade e professor por conveniência, é ou foi fotógrafo nas horas vagas, não sei se acompanhou a digitalização. A lente que captou a cena, disso tenho certeza, ainda existe. Virou herança antecipada. Já os livros e os quadros ele insiste em não dividir em vida, prefere assistir a briga olhando para cima ou para baixo - façam suas apostas.

Pois estão retratados aí cinco primos. Onde? Feira de Santana, claro! Rua Rio Grande, no Conjunto Maria Quitéria. Quem estiver a caminho de Salvador e passar por aquelas bandas há de encontrar três casas de minha família na Rua Rio Grande. Numa delas, que ainda pertence a seu Fernando e dona Nilma, passei boa parte da infância.

Dizer que esta foi a última vez que este quinteto esteve junto é um tremendo exagero. No entanto, realmente não tenho a mínima idéia de quando foi a reunião mais recente. Creio que há mais tempo do que deveria. Hoje, apenas um permanece em Feira. Há gente em Salvador, há gente em São Paulo, há gente nos Estados Unidos e há gente no Japão. Pensando melhor, acho que dois estão de volta a Feira. Sim, de volta, por que já sairam. Sair da Princesinha do Sertão é algo que todo feirense deveria fazer. Já voltar...

Ao falso bancário digo que nunca declarei no IR aquele depósito. O imposto a restituir seria incalculável.

Saudades,

terça-feira, 7 de outubro de 2008

Quase-emprego

Olá, pessoas!

Como disse, minha memória me trai de vez em sempre. A Isa puxa minha orelha: quando saímos de Paracatu (lua-de-mel na oficina, lembra?) seguimos para as cidades históricas de Minas e uma nova mangueira do Chevette estourou em João Pinheiro, não em Presidente Olegário. PO fica mais ao sul do estado e nem é caminho para Ouro Preto.

A Isa é como meu drive externo, então estava arquivada nela, e não na minha CPU, essa informação, acrescida do fato de que em JP até visitamos uns parentes dela. Por conta própria acrescento que Presidente Olegário é a cidade do pai e dos tios da Isa. Aliás, já até estive lá em uma viagem de fim-de-semana com seu Isaías e a Florzinha para o aniversário de 70 anos do tio Ângelo. A Isa não foi porque trabalhava no sábado. (Tá tudo certinho, Isinha?!?!?!)

Bom, hoje consegui meu quase-primeiro-emprego-na-terra-do-tio-sam. O pessoal da Energizer me ligou, achei até que tinha sido desqualificado, porque fiz o processo seletivo há umas duas semanas ou mais. Bom, mas a mocinha me ligou, só que a tal da autorização de trabalho ainda está em processamento, ou seja, não foi desta vez que virei operário. Será que tem de usar macacão? Já me vejo com um macacão cinza com uma pilha impressa nas costas e uma flanela suja de graxa no bolso de trás. A mocinha disse que as vagas não são raras e solicitou que, quando a autorização chegar, eu entre em contato para saber de novas oportunidades.

Levei até um susto quando o telefone tocou e não era a Isa. Como ainda não tenho dívidas por aqui, cobrador não poderia ser. Meu medo é o Visa!

Beijos e saudades,

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

FS em NY



Quinhentos e vinte e oito dólares.
Foi o que gastei para passar três dias em Nova Iorque no padrão estudante. Três dias e duas noites, para usar a linguagem das agências de turismo. E é o preço final, incluindo passagens, presentes para Isa e Marisa e até o combustível que gastei para dirigir até o aeroporto, além do valor pago para deixar o carro três dias no estacionamento.
Os latinos por estas bandas, e tem latino para encher uns cinco paraguais só aqui na Carolina do Norte, adoram contar vantagem das barganhas, das compras baratíssimas feitas em lojas de usados ou na meca das cidades de interior, o Wal-Mart. Wal-Mart: Save Money, Live Better!
Então, é minha vez de contar vantagem. Na condição de desempregado não tenho feito muitas compras, me resta a ida a Nova Iorque. Depois do mestrado, que já me consumiu US$ 2.155, a viagem foi de longe a maior despesa que fiz com o meu envelopinho de trevelers cheques. São os mesmos que deixei sobre o balcão da US Airwails e que me custaram algumas dezenas de dólares em recompensa por reavê-los. Recompensa em espécie, claro, porque honestidade não se paga com cheque de viagem. Tentei pagar a gratificação com MasterCard, mas honestidade não tem preço.
Uma viagem no padrão estudante muda já na chegada ao aeroporto-destino. O normal é pegar um táxi ou deixar um motorista acertado anteriormente com quem lhe vendeu as passagens. Pois peguei um ônibus e um metrô para ir do Aeroporto La Guardia a Manhattan. Moleza. Duro foi a Isa me ligando de cinco em cinco minutos. "Fico preocupada, um moço de Feira de Santana sozinho em um lugar do tamanho de Nova Iorque...". Uma vez tabaréu, sempre tabaréu. Como diz uma amiga de Brasília, que aliás nunca me responde os e-mails, eu saí de Feira de Santana, mas Feira de Santana não saiu de mim. A frase deve ter algum significado secreto que até hoje não consegui entender.
Tento evitar Feira de Santana, mas como já falei dela, resta-me revelar que FS está em sintonia com NY, a cidade tida como a mais cosmopolita do mundo. Tem coisas que realmente nos surpreendem. Encontrar uma rua pavimentada com pedras de calçamento em Nova Iorque, por exemplo. Boa parte de Feira tem estas malditas pedras nas ruas. Já dirigiu em rua de calçamento? Parece que você está montado numa britadeira. Pois em Nova Iorque tem uma rua de calçamento. Não é uma quadra ou um bairro, apenas 200 metros. Uma rua no meio de uma cidade-monstro. Como Feira de Santana, perdida no meio do mundo.

Beijos e saudades (exceto de Feira, claro),

quarta-feira, 1 de outubro de 2008

O outro lado da cerca

Olá, pessoas!

Algumas semanas antes de vir para cá fui com um grupo de amigos a um show do Paralamas e Titãs em Brasília. Não lembro o nome do lugar, mas é um galpão sem qualquer acústica perto da Vila Planalto. Bom, antes de dizer o que realmente interessa, lembrei que naquele dia eu fui o tal 'amigo da vez'. Tinha uma blitz na L2 e fiz o retorno três vezes, mas os PMs foram incapazes de me parar. Tenho certeza que no dia que eu tomar meio Martini vou preso. Ser amigo da vez não é a marivilha que pensei, tive de pagar o ingresso - mais, antes fui até lá comprar as entradas de todo o grupo - e só me serviram água. Minto, o sanduíche depois no Sky's também foi por conta dos bêbados. Passei na Blitz antes e depois do Sky's, nada de bafômetro. Ao todo, foram SEIS tentativas frustadíssimas de ser parado. Queria muito ter sido aprovado no teste. Esses meus quatro amigos estariam no meu bolso para o resto da vida...

Ingresso. Era disso que eu queria falar. Estávamos no camarote, uma das maravilhas da vida pequeno-burguesa que em geral passa a ser possível em algum ano próximo ao trigéssimo. Como só eu estava sóbrio, tive tempo de sobra para divagar. Uma cerca de 1,20 metro separava a área do camarote do 'resto' da platéia. Lembrei das tantas e tantas vezes em que estive do outro lado. "Então, é assim estar no camarote?!". Posso, como sempre, estar enganado, mas na minha época do outro lado o camarote era lateral. Quem pagava o ingresso simples conseguia chegar perto do palco. Agora, quem não tem tanto dinheiro (mesmo as entradas mais baratas são caras demais) fica a dezenas de metros do palco.

A novidade é que estou novamente do lado de lá. Aqui nos Estados Unidos fui empurrado de volta. Não dá para entrar em camarote sem carteira de trabalho. Muito menos vivendo do salário da esposa. E foi de novo como estudante que voltei a Nova Iorque. E, já adianto, foram três dias muitíssimo divertidos.

Conheci NY em 95, ano que eu e Isa casamos. Não, não foi lua-de-mel. Casamos em janeiro, viajamos em dezembro. Nossa lua-de-mel foi, ou melhor, ia ser, nas cidades históricas de Minas.
Vale a pena abrir o parêntese.

Casamos sem um puto no bolso, Isa estudava Economia na UDF e dava duzentas mil aulas de inglês por dia; eu fazia três estágios: manhã, tarde e madrugada. Faculdade à noite. Claro, não tínhamos carro. Mas temos eu e Isinha a sorte de compartilhar o gosto por coisas antigas, que venham com história (essa é a desculpa mais chique para termos o apartamento de Asheboro inteiro montado com móveis usados, digo, 'com história' - parêntese dentro do parêntese? Devia ter usado colchete).

Assim, decidimos passar a lua-de-mel nas cidades históricas de Minas. Ouro Preto, Mariana, etc, etc, etc. Sem roteiro definido, nada de hotéis agendados ou programas marcados. Aonde desse vontade de ficar, a gente achava algum lugar dentro do orçamento. Como é bom ter 20 anos!!! Bom, destino escolhido, faltava o meio de transporte. Conseguimos emprestado da irmã da Isa um Chevette 1989. Era 95, um carro de seis anos está em plenas condições de uso. Era o que imaginávamos...

Eu era tão duro que não tinha dinheiro nem para tirar a carteira de motorista, então, só a Isa dirigia. Passamos a primeira noite no Hotel Bonaparte e saímos no meio da manhã rumo a Minas. Lá pelas tantas começou a sair fumaça do motor do carro. Meio do nada antes de Paracatu. Só nos restou pedir carona. Parou uma família bem simpática de BH, tempos depois até os reencontramos na fila para o visto na Embaixada dos Estados Unidos. O Brasil, como todo norte-americano sabe, é uma ilha.

Retomo. Carona até Paracatu, conseguir um guinho em pleno domingo, voltar até o Chevette, trazê-lo até a porta da primeira oficina e morrer em R$ 80. Como disse, era domingo, oficina fechada. Fizemos uma estravagância: nos hospedamos no melhor hotel de Paracatu. Tinha até ar-condicionado. Manhã de segunda, esperamos a oficina abrir.

A oficina era do seu fulano, mas seu fulano estava quase cego e o filho do seu fulano fazia as coisas, sob ordens enfáticas do seu fulano. Diagnóstico: retífica. O termostato estava quebrado e o cabeço rachou. Não sabia o que isso significava, mas me pareceu grave. Tudo por causa de uma mangueirinha de nada que ressecou e jogou toda a água fora. Pensei que o carro era movido a gasolina, e não a água.

Seu fulano adorava jogar damas e nunca tinha perdido uma partida para qualquer um dos paracatuenses. Isa se oferece para jogar com ele. "Isinha, deixa o velho em paz, ele é o dono da oficina, trabalha muito, deve estar cansado". "Sente, minha filha". "Isinha, deixa o velho em paz". O diabo da mulher é teimosa. Pior, sabe jogar damas! Ganhou a porra do jogo. Seu fulano ficou puto da vida, colocou o tabuleiro debaixo do braço, as chapinhas de refrigente num copinho de alumínio e sumiu. Resultado do jogo: o conserto do carro levou três dias e custou R$ 800. OITOCENTOS reais em 1995, dava para ter comprado o Chevetti!!!!

Mas lua-de-mel é só festa. Catamos as moedas do troco e seguimos viagem. Ao chegar em Presidente Olegário, a cidade seguinte, outra mangueira do Chevetti estoura. Mas a boa notícia é que desta vez o termômetro avisou e paramos em tempo. Noite, dormir na cidade e esperar um loja abrir. Mangueira nova. Saímos de PO na manhã seguinte rumo a Brasília. Quanto mais longe, mais caro seria o guincho para nos levar de volta à capital!!!!

Fecha parêntese.

E tchau. Acabou o espaço, Nova Iorque fica para outro dia.

Beijos e saudades,